sexta-feira, 19 de junho de 2009

Definido os grupos

Grupos do 5º Grand Prix
Grupo A:
Brasil
República Tcheca
Moçambique
Peru

Grupo B:
Irã
Costa Rica
Romênia
Uruguai

Grupo C:
Guatemala
Angola
Paraguai
Hungria

Grupo D:
Ucrânia
Argentina
Venezuela
Equador

Abraço.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Objetivos

SER CAMPEÃO NAS CATEGORIAS DE BASE OU FORMAR ATLETAS DE FUTSAL ?
* Prof. Esp. Marcos Avellar - RJ / Transcrito do Blog Marco BrunoPublicado em 22 de outubro de 2008

Quando falamos em formação de crianças nós devemos atingir 100%, ou seja, todas. Qual é o único lugar que essa situação é possível? Na escola. Nos paises de 1º mundo esportivo, isso acontece e como o nosso assunto irá abordar o esporte a formação do atleta também é feita na escola por motivos óbvios, porque lá estão as pessoas que estudaram e receberam as informações que irão permitir que nossas crianças recebam as orientações corretas para que esse complexo processo de desenvolvimento ocorra. Como infelizmente a realidade brasileira não é essa a formação dos nossos atletas acontece nos lugares mais variados como Clubes, escolinhas, etc.
A formação de uma criança tem que passar por etapas de desenvolvimento que são necessárias para que ao final da infância (por volta dos 12 anos) ela tenha controle dos seus movimentos para que a partir daí comece a iniciação desportiva, se em algum momento a criança pular alguma etapa, receber informações erradas ou for mal trabalhada poderemos estar perdendo não só um talento desportivo, mas um cidadão em sua plenitude. Sim meus amigos mais que um atleta nós estamos formando um cidadão e usando o esporte como um meio e não como um FIM para esse processo.
Infelizmente não é isso que observamos por ai e sim processos de formação não condizentes com a faixa etária da criança, seja no âmbito motor, afetivo ou cognitivo. Por exemplo, numa turma de chupeta que vai dos 6 aos 7 anos (acho um absurdo crianças nessa idade competir, mas enfim isso é o Brasil), já vi um “professor” (duvido que seja), falar aos gritos: “Não da o passe desequilibrado, eu já falei que só pode passar equilibrado”. Com certeza ele não sabe que nessa faixa etária a criança tem que ser trabalhada entre outras várias ações coordenativas o equilíbrio e o principal quando se trabalha com crianças temos que ter o conhecimento de que ela aprende (cognitivo) com o pensamento concreto, isto é, necessita executar as ações pedidas e vivência-las para compreender, corrigir uma criança apenas no plano da linguagem, é insuficiente, somente após a infância ela irá aprender com informações verbais.
Posto essas informações que em minha opinião se fazem necessárias, começo a tentar falar do processo de formação dos atletas de futsal que acompanho há quase 30 anos. Vejo um organograma de “frustrados” e pessoas mal informadas que comandam esse processo, pois se espelham no futebol profissional para nortear suas ações. O diretor, o supervisor, o técnico, o preparador, cobram resultados, performances dos jogadores e se esquecem que o objetivo não é ser campeão e sim, formar cidadãos em primeiro lugar (nunca podemos nos desvincular desse objetivo), pois sabemos que poucos conseguirão e atletas, seja para o adulto ou para o futebol de campo, esse sim é o verdadeiro objetivo quando falamos em FORMAÇÃO, afinal formação, base para que? Pra onde?Enquanto essa lógica prevalecer continuaremos a ver “Basquetesal, handesal, queimadosal”, etc, pois o que interessa é GANHAR em detrimento do FORMAR.
Quanto a nós professores (sim considero esse quesito fundamental, mas não somente ele) devemos nunca perder o foco que estamos tratando de categorias de base, ou seja, de formação e eles precisam que nós construamos um forte embasamento e conceitos que irão servir para o seu futuro, primeiro como cidadão e depois como atleta. Dar a liberdade pra que possam errar sem medo, sem serem repreendidos com xingamentos ou palavras que abaixem sua estima ou pior ainda os inibam de aprender, são crianças em formação e os erros são normais e bem vindos durante o processo de aprendizagem, pois quando eles erram também acontece o processo de aprendizagem.Outra coisa que muito me incomoda são os clubes convidarem crianças com altos salários e pais que fazem leilão com seus filhos. Nesse momento o mais importante para essa criança é aprender para a modalidade (e para a vida), ter uma boa formação motora; aprender a jogar em várias posições; chutar com ambos os pés; fazer leitura de jogo; vivenciar diversas variações táticas; aprender padrões de jogo e suas variações; ter espírito de equipe; ser humilde; respeitar o próximo; saber o real valor de uma vitória; aprender com a derrota; hoje ser titular; amanhã ser reserva; hoje acha que vai ganhar e perde; amanhã pensa que vai perder e ganha, afinal a vida não é assim? No processo de formação que tanto falei nesse artigo, não seria melhor ao invés de dinheiro que o clube desse uma boa escola, um curso de inglês, um curso de computador, uma aula de reforço escolar, uma cesta básica, enfim como falei antes poucos vingarão e caso não vingue à criança terá instrumentos para seguir sua vida normalmente.
Para terminar, imagino que algumas pessoas estejam se perguntando: Quer dizer que meu filho vai para uma equipe para não ganhar? Claro que não, ganhar é importante quando pensamos em competição, caso contrário não estaríamos formando atletas, mas com crianças em formação, a vitória deve ser um meio e não o fim, sem falar que quando esse processo ocorre os resultados acontecem. Devemos ser competitivos e exigir que façam aquilo que julgarmos mais importante, cobrando empenho, dedicação e outras responsabilidades. Assim teremos não só um atleta, mas também e principalmente um cidadão para a vida e se ele não se tornar um jogador de sucesso, o será como ser humano, pois precisamos além de jogadores, médicos, engenheiros, etc. Se isso ocorrer, o trabalho da base terá sido bem sucedido.

Abraço.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Formação

A Formação de Jogadores de Futsal

Ferretti, ex-técnico da seleção brasileira e atual da Malwee (SC), resumiu muito bem (www.ferrettifutsal.com/Artigos53.htm) algo que, recentemente, tomou forma no futsal nacional: o êxodo dos melhores jogadores para o exterior e a decorrente exposição de jogadores desconhecidos (mas competentes) do público em geral. Certamente, boa parte destes não teria a mesma chance de jogar se aqueles ainda estivessem por aqui. O treinador levanta outro ponto interessante: com o êxodo dos craques houve um nivelamento das equipes. Por extensão, abriu-se um precedente para que os técnicos em geral e em particular aqueles que investem na formação de jogadores façam a diferença.
Inicialmente, compartilho a idéia apresentada de que os jogadores não são formados apenas nas categorias menores e de que o aprendizado em futsal se estende à categoria principal. Significa dizer que tanto um técnico da categoria Sub-13 quanto, por exemplo, um expert como o Miltinho (técnico do Minas Tênis-MG), respeitando-se as particularidades e o nível de experiências anteriores dos atletas, formam jogadores. Por outro lado, é preciso destacar que, a rigor, os técnicos nunca perderam a vez, ainda que nem sempre isso seja reconhecido e ainda que nem todos tenham talento (ou estejam dispostos) para ensinar os jogadores a jogar bem futsal.
"(...) sugeriria que os técnicos, independentemente da faixa etária em que atuam, investissem boa parte do treino em situações tático-cognitivas. Estas exigiriam dos jogadores as habilidades de perceber e de analisar as situações e de apresentar soluções para os problemas".
Quando do ensino do futsal, vale a pena ponderar sobre a contribuição dos técnicos de diferentes categorias na formação dos jogadores. A meu ver, é muito relevante e sobre muitos aspectos. Destacaria uma em particular: a de contribuir para que aqueles percebam (leiam, pensem, raciocinem) o jogo, isto é, para que fiquem cada vez mais inteligentes. Por que a inteligência? Por que o futsal é um jogo eminentemente de natureza tática. Logo, a resolução de problemas é constantemente exigida. E não dá para resolver o que não se percebe! Portanto, sugeriria que os técnicos, independentemente da faixa etária em que atuam, investissem boa parte do treino em situações tático-cognitivas. Estas exigiriam dos jogadores as habilidades de perceber e de analisar as situações e de apresentar soluções para os problemas. Como os técnicos poderão treinar a inteligência dos jogadores? Inserindo jogos no treino (esta aí a medida metodológica principal!). Quais? Aqueles que dêem conta de treinar as situações mais exigidas no jogo. Quais? A meu ver, as relacionadas ao ataque, à defesa e à transição (tanto ofensiva quanto defensiva). Deve-se pensar: "O que eu proporei no treino para que os jogadores aprendam mais sobre uma situação particular de jogo?". Para isso dar certo, apenas uma condição: a competência para planejar jogos está ancorada na capacidade de o técnico perceber o que o jogo está a exigir. Não dá para planejar o que não se percebe!

Disponível em www.pedagogiadofutsal.com.br, acessado em 17/junho/2009.

Grande abraço!

Convocação

Confira a lista de convocados para 5º Grand Prix de Futsal:

Goleiros
Franklin (Malwee Futsal-SC)
Rogério (Cortiana/UCS/AFF-RS)
Tiago (Malwee Futsal-SC)

Fixos
Carlinhos (Lobelle de Santiago-Espanha)
Ciço (ElPozo Múrcia-Espanha)
Schumacher (Inter Movistar-Espanha)

Alas
Ari (Malwee Futsal-SC)
Falcão (Malwee Futsal -SC)
Gabriel (Inter Movistar-Espanha)
Marquinho (Inter Movistar-Espanha)
Vinícius (ElPozo Múrcia-Espanha)

Pivôs
Betão (Inter Movistar-Espanha)
Lenísio (Malwee Futsal-SC)
Wilde (ElPozo Múrcia-Espanha)

Comissão técnica:
Técnico - Marcos Sorato
Auxiliar técnico - Vander Iacovino
Preparador físico - João Carlos Romano
Fisiologista - Guilherme Rodrigues
Treinador de goleiros - Marcus Bianchi
Médico - Aloir Neri de Oliveira
Fisioterapeuta - Pedro Masiero
Massoterapeuta - Mauricio Leandro
Mordomo - Airton Alves

Fonte: www.futsaldobrasil.com.br

GRAND PRIX DE FUTSAL

Definidos participantes do 5º Grand Prix de Futsal

Os 16 participantes do 5º Grand Prix de Futsal estão definidos. A competição que será realizada em Goiânia e Anápolis (GO), entre os dias 28/6 e 5/7, terá seleções das Américas do sul e central, Europa, África e Ásia. Todos em busca do título do campeonato que vem se consolidando a cada temporada no cenário internacional. As quatro edições anteriores foram vencidas pelo Brasil, que busca o pentacampeonato sob o comando do técnico Marcos Sorato, que terá pela frente sua primeira competição como treinador da Seleção Brasileira de Futsal. Além dos hexacampeões mundiais, outras sete seleções que disputaram a última Copa do Mundo de Futsal, no ano passado, estarão no GP de Futsal.Brasil, Argentina, Irã, Guatemala, Paraguai, República Tcheca, Ucrânia e Uruguai compõem o grupo de equipes que disputaram o campeonato organizado pela Fifa, vencido pelo Brasil, em casa, consolidando a recuperação da hegemonia mundial.
Além destes Países, o 5º Grand Prix terá: Angola, Costa Rica, Hungria, Moçambique, Peru, Romênia, Sérvia e Venezuela, fechando o grupo de 16 nações que disputarão o título em terras goianas.
O sorteio das chaves e a consequente definição da tabela de jogos da primeira fase ocorrerá nesta sexta-feira (19/6), em Anápolis (GO). A competição segue o mesmo formato do ano passado, em que as equipes serão divididas em quatro grupos, com quatro seleções cada. Após a disputa em suas respectivas chaves, em turno único, os dois melhores classificados de cada grupo avançam para as quartas-de-final.A partir desta etapa as partidas serão eliminatórias. Mesmo aquelas que não conquistarem a classificação na primeira fase prosseguem disputando o Grand Prix, para definição das posições intermediárias, entre a 9ª e 16ª posições. O objetivo é promover o intercâmbio entre as variadas escolas salonistas que estarão presentes para a disputa do campeonato.Ao todo estão programados 48 jogos no 5º Grand Prix. As cidades de Anápolis (GO), com o ginásio Newton de Faria, e Goiânia (GO), com o Goiânia Arena, dividirão a responsabilidade de abrigar o campeonato, que distribuirá uma premiação de cerca de R$ 100 mil entre todos os participantes. O campeão embolsará um prêmio de R$ 40 mil.
5º Grand Prix de Futsal – Participantes
Angola
Argentina
Brasil
Costa Rica
Guatemala
Hungria
Irã
Moçambique
Paraguai
Peru
República Tcheca
Romênia
Sérvia
Ucrânia
Uruguai
Venezuela

Fonte: www.futsaldobrasil.com.br

sexta-feira, 12 de junho de 2009

SELEÇÃO BRASILEIRA

Seleção Brasileira: PC fala da sua saída ao jornal Diário de Canoas
Canoas - Na última semana, o futsal brasileiro foi sacudido com a notícia de que a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) não renovaria o contrato do técnico Paulo César de Oliveira. Vale lembrar que PC comandou o Brasil na conquista do título mundial conquistado em 2008, após oito anos de domínio espanhol. Recém chegado a Canoas de uma viagem de 20 dias pela Grécia - onde recebeu o premio de melhor treinador do mundo em 2008 e festejou os 20 anos de casado com a esposa Rejane - ele revela com exclusividade ao Diário de Canoas as razões que levaram à sua saída.

Por quê PC não é mais o técnico da Seleção?
PC - A relação (com a cúpula da CBFS) começou a ter problemas em março do ano passado. Eu fiz uma convocação para quatro partidas: um desafio internacional contra a Costa Rica e um contra Sérvia, além de mais dois jogos da Sportv. E pelas minhas costas foi convocada outra seleção.
Por quem?
PC - Pela presidência e por alguns auxiliares. Não era a minha lista. Imediatamente exigi ser demitido e me recusei a dirigir uma equipe que não tivesse convocado. Isso há cinco, seis meses do Campeonato Mundial (conquistado pelo Brasil em outubro). Não sentei no banco nos quatro jogos.
Como foi?
PC - Mandaram uma pessoa aqui a Porto Alegre. Estava comendo comigo num restaurante em Canoas por voltas das 15 horas, tentando me convencer a refazer a lista. Só que às 12h30 ela já estava nos clubes. Ou seja: já tinha saído. E aqui estavam fazendo um teatro para tentar me convencer.
Então?
PC - Seria impossível eu olhar na cara dos meus filhos e da minha mulher se dirigisse uma seleção que não tivesse convocado. Iria de encontro a tudo aquilo que sempre preguei lá dentro. O que fez a confederação? Alegou para a imprensa que eu estava com problemas particulares. Todo mundo ficou preocupado comigo por causa da minha filha Laura, que sofre com uma enfermidade extremamente grave. Eu dizia para todo mundo que não tinha problema nenhum.
Pensou em largar tudo?
PC – Claro. Mas o silêncio covarde da CBFS colocava o futsal em xeque. O esporte, atletas e patrocinadores não poderiam ser penalizados por essa irresponsabilidade. Neste período, perdi o contato com a CBFS.
Às vésperas do Mundial?
PC - Isso, sem nenhum contato. Nem por e-mail, nem por telefone. As pessoas precisavam saber o que tinha acontecido. Mas a covardia deles não tinha limite. Nesse período aconteceram vários contatos com os jogadores. Então decidimos em conjunto levar o projeto até o final. Estávamos preparados para o campeonato do mundo. O Brasil precisava do título. Depois disso, cada um poderia fazer o que achasse melhor. A CBFS não se manifestou, deixou seguir assim até o final.
E depois do Mundial?
PC - Achei que, terminado o Mundial, eu ia seguir a minha vida e eles iriam seguir a vida deles. Aconteceu que eles me chamaram para renovar o contrato, que venceria em 31/12, por mais quatro anos.
O que aconteceu?
PC - Estávamos entrando bem naquele período da crise mundial. O presidente pessoalmente me pediu um prazo de três meses (janeiro, fevereiro e março) para que eles refizessem o planejamento financeiro da CBFS para a gente poder acertar.
Sua intenção era seguir?
PC – Sim, mesmo colocando em risco as propostas que havia recebido para sair, a minha condição familiar, dificulta um pouco mudanças sem um devido planejamento. Claro que seria interessante desfrutar o fato de ser campeão do mundo naquele momento. Passados esses três meses, as negociações se seguiram e se chegou a um acordo verbal. Ficou definido que eles me enviariam a minuta do contrato. Estou esperando até hoje.
Quando ficou sabendo que não ficaria?
PC - Fui comunicado que havia sido escolhido o melhor técnico do mundo no ano de 2008 por um site grego e pelo Futsal Planet. E que eu estava convidado a recebê-lo. Voltei domingo passado (7/6) desta viajem. Como estava comemorando 20 anos de casado, aproveitei para levar minha esposa e estender um pouco este passeio.
O que houve?
PC - Quando eu estava nessa viagem, fui comunicado que não seguiria por e-mail.
Quem mandou o e-mail?
PC – O presidente Aécio Borba. Eu sei me defender e posso fazer isso buscando minha recolocação no mercado. O problema é que eles assumiram um compromisso, mesmo que verbal, com as coisas da minha filha. O rompimento unilateral desse compromisso colocou em risco a vida dela. Agora estou tentando reparar este atentado à qualidade, e porque não, à manutenção da vida da Laura. O presidente pessoalmente me mandou comprar os equipamentos, a medicação, etc… Todas essas coisas já eram por conta da CBFS, o que seria mantido e alguns itens ampliados com o novo acordo.
Planejaste tua vida contando com esses quatro anos?
PC – Após as negociações e o acerto, sim. Mas eu deveria saber que em algum momento o sistema cobraria, e caro, pela minha rebeldia. Optaram por uma vingança premeditada, sórdida e imunda. Claro que o futsal é muito maior do que isso. Ele não precisa de briga pessoal de treinador com cúpula de Confederação. Nós conseguimos o título, dando ao torcedor, ao patrocinador, aquilo que eles queriam. O futsal vai seguir, a seleção vai seguir…
E porque não se demitiu?
PC - Eu não me demiti por lealdade aos atletas e membros da comissão técnica. Era uma geração de atletas, sedenta pelo título mundial. Eu estaria rompendo com a minha palavra, já que na primeira convocação, em 2005, assumimos um compromisso de irmos juntos até o final. Depois de afrontar o sistema, e sei que fiz isso (bastante), estava esperando uma represália a qualquer momento. Só que ela veio não só contra mim. Veio diretamente contra a minha família e principalmente contra a minha filha.
Sente-se usado?
PC - O projeto surtiu seu efeito e conseguiu seus objetivos. Só que um sistema viciado, decadente, arcaico como é o da CBFS sente saudades de certas atitudes. E de repente bateu uma saudade deles quererem voltar a ser o que eram antes.
Muito se especulou sobre problemas de relacionamento com os jogadores. O que existe de verdade nisso?
PC – Sobre problemas de relacionamento com atletas, vocês podem perguntar diretamente a eles. Até porque, de repente, eles não diriam nada por eu ser o técnico. Agora que não sou mais, acho que são as pessoas ideais para falar sobre a minha pessoa. Tanto é que eu recebi telefonemas de quase todos. Alguns até colocando para mim se a continuidade deles na seleção colocasse em xeque nossa amizade, eles não iriam mais.
Então?
PC - Os jogadores não podem misturar as coisas. Os níveis de amizade e respeito que nós nutrimos não podem se misturar com a questão de servir à seleção nacional. A camisa que eles vão usar tem uma estrela colocada por estes atletas. Sobre minhas relações com os jogadores, algumas são inclusive familiares. Outras, simplesmente profissionais. Essa relação tinha que produzir resultados e foi isso que ela fez.
Em relação ao Falcão especificamente, você teve algum tipo de atrito?
PC - Eu tinha uma missão, de mostrar quanto ele era importante coletivamente. Disse ao Falcão várias vezes que o fato do futsal brasileiro ser vinculado só ao nome dele me incomodava. E conseguimos, durante o Campeonato Mundial, que vários jogadores se destacassem e fossem reconhecidos nacionalmente. Era isso que queríamos. Acredito que ele tenha entendido isso. Até porque fomos campeões mundiais. A contribuição coletiva dada por ele foi importante para o resultado final do trabalho.
A CBFS alegou divergências quanto à forma de pensar o trabalho e também do ponto de vista administrativo. Quais seriam elas?
PC - As diferenças que nós temos em relação à parte administrativa é que eles não podem mandar na minha cabeça. Eu tenho que ter o direito de ter a minhas opiniões e externá-las para quem eu quiser. Mas eles não gostam disso. Eles querem que a opinião da CBFS seja a de todo mundo e que saia da cabeça deles. Isso não funciona assim. As minhas opiniões são as minhas opiniões. E já que minhas opiniões já não servem mais para eles, que eles imponham as opiniões deles para outra pessoa.
Quando assumiu, você montou uma comissão com pessoas da sua confiança. A relação com eles ficou abalada?
PC - Não, absolutamente. Do João Romano (preparador físico) para baixo, são pessoas que se aproximaram, entenderam o trabalho e o nível de cobrança que eu executava, mesmo com o desconforto que estas cobranças tenham, eventualmente, gerado. Compreenderam que as coisas não poderiam ser levadas a meio-pau. Entenderam esse processo e vivenciaram isso. A maioria trabalha comigo há 10 anos. Quanto às demais pessoas, acho que o tempo vai direcioná-los para o caminho que eles escolheram. A tentativa de manutenção de toda a comissão técnica somente me dá certeza da estrutura vencedora que montamos.
Durante esses quatro anos, foram 155 jogos, com 149 vitórias…
PC - Você precisa refazer esses dados. Foram 151 jogos. Os quatro jogos que o presidente convocou eu não dirigi a seleção. Esses quatro jogos têm que ir para a conta dele (presidente).
E qual o balanço que você faz desses quatro anos de Seleção?
PC – Quebramos paradigmas. Era importante mudar algumas coisas que prejudicavam os jogadores. Eles não podem permitir o retrocesso. Pela primeira vez eles puderam usar os tênis deles. Durante o Mundial eles usaram os tênis da marca de material esportivo, porque foram remunerados. A premiação oferecida foi muito boa. Pela primeira vez se tinha uma estrutura para ser campeão do mundo. Os jogadores estavam felizes e se divertiram durante o mundial. Vai haver uma tentativa de retroceder.
E qual legado o PC deixa?
PC - Primeiro, ter uma comissão que cobrisse todas as especificidades. Essa parte eles perceberam que é importante. Tanto é que estão ligando para todos integrantes da comissão para tentar mantê-los. Porque sabem que isso é importante. Acho que essa é a grande conquista. Conseguimos montar essa estrutura. Essas mudanças foram primordiais para profissionalizar o trabalho.
E o futuro?
PC - Tenho recebido telefonemas, os contatos estão acontecendo, mas primeiro estou tentando reorganizar a vida dentro da minha casa. Para depois pensar em como e em que condições voltar a trabalhar. Estou analisando as propostas no contexto geral. O importante agora é, por segurança, manter a minha família longe destas pessoas, porque já deram mostras do perigo que representam. Também tentarei concluir o projeto do meu livro, sobre estes quatro anos, em parceria com a Universidade Gama Filho em São Paulo, onde os salonistas poderão ter uma visão integral dos bastidores da CBFS.

Fonte: Diário de CanoasEntrevista exclusiva: Paulo César de Oliveira abre o jogoRecém chegado em Canoas, ex-técnico fala sobre sua saída da Confederação Brasileira de Futsal.Francisco Eboli/ Da Redação

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Escolas de Futsal

Escolas de Futsal: Formação de atletas ou de indivíduos para a vida Ao longo dos meus dezesseis anos de experiência como professor de Educação Física, sempre trabalhei em escola de futsal, (COFRACARMO), imaginando formar atletas profissionais, mas logo consegui ver que na minha escola de futsal quem participava eram crianças, que estavam ali para ter o prazer de praticar o jogo, de brincar, sorrir e de fazer novas amizades.Com muitas trocas de experiências com vários profissionais da área e de outras áreas, com muitos cursos e muita leitura cheguei à conclusão que tinha que usar o futsal para ajudar na formação do cidadão e não só visando a competição. Das crianças que trabalharam comigo na iniciação, três ou quatro praticam o futsal em forma de competição até hoje. Os demais, hoje são profissionais de outras áreas como: Dentista, Professor, Juiz de Direto, Farmacêutico, Engenheiro, Advogado, enfim, várias profissões que usam o futsal como qualidade de vida.O que quero dizer com isso, e que nós, profissionais da Educação Física não devemos nos preocupar em somente em formar atletas profissionais e sim trabalhar o bem estar, o caráter, as qualidades necessárias para que o nosso aluno seja um cidadão alegre e cheio de vontade de praticar o futsal, seja ele como profissional ou como esporte preferido em suas horas vagas. Quando uma criança deixa de participar das aulas de futsal, logo achamos que ele não gosta de jogar, mas isso é um erro nosso. Devemos fazer uma reflexão da maneira que trabalhamos com essa criança e não transferir a responsabilidade por ter parado de praticar.Talvez ela chegue com muita vontade de brincar de futsal, e não de iniciar um treino visando somente resultados. A criança não tem estrutura física e psicológica para aceitar regras rigorosas, devemos fazer das nossas aulas de futsal, uma recreação com normas e regras prazerosas, que façam com que a criança corra, chute, drible, ganhe, perca, mas que tenha vontade de voltar no dia seguinte.Também tenho conhecimento do outro lado que o sistema (colégio escolas estaduais e privadas, associações) querem resultados, achando que isso vai trazer algum benefícios para seu estabelecimento. Acho que o maior beneficio é manter a criança em atividade e não nos resultados alcançados.Por isso hoje o meu trabalho é direcionado a formação de um cidadão. E que o futsal esteja sempre presente em sua vida, como profissão, esporte preferido ou como paixão.

Texto: Ronildo Luiz Morra

sábado, 6 de junho de 2009

Circuito Catarinense

06/06/2009.
Jogando em Porto Belo/SC, pela 8ª etapa do Circuito Catarinense de Futsal a equipe da Soc.Harmonia/FMEGaspar/FreiPolicarpo/Ociani obteve bons resultados.
Na primeira partida a equipe foi derrotada pela União Josefense por 2 a 1.
No segundo jogo a equipe goleou a equipe de Itapema por 6 a 0.
Fechando o grupo, os meninos fizeram uma ótima apresentação e golearam a equipe da casa: Porto Belo 0 x 5 Soc.Harmonia/FMEGaspar/FreiPolicarpo/Ociani.
A equipe:
01 Marcos
04 Braian
06 Paulinho
07 Maryel
08 Bruno
09 Ziel
12 Joãozinho
13 Leandro
Téc: Vandeco
Aux.Téc/Prep.Fís: Lucilene

Abraço.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Divergência de pensamentos

PC de Oliveira deixa o comando da seleção após uma “divergência de pensamentos” junto à confederação. que afirmou não ter renovado o contrato por decisão própria. De acordo com a CBFS, um novo nome já está sendo estudado e deve ser divulgado até o fim da semana. O auxiliar técnico Marcos Sorato, o ‘Pipoca’, que já dirigiu o time em algumas partidas, surge como uma das possibilidades.

O técnico deixa a seleção com um desempenho excelente. O treinador, que ocupava o cargo desde 2005, teve um aproveitamento de 97,2 %. Foram 155 jogos sob o seu comando, com 149 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota. Seus principais títulos foram as conquistas da Copa do Mundo de 2008 – inédito para a seleção e único que faltava à equipe –, a Copa América no mesmo ano, o Pan do Rio (07), o tetracampeonato no Grand Prix (05/06/07/08) e o Sul-Americano (06).

Fonte: Globoesporte.com

PC não é mais treinador da Seleção Brasileira de Futsal

PC de Oliveira não é mais treinador da Seleção Brasileira de Futsal. A empresa e a Confederação Brasileira de Futebol de Salão - Futsal (CBFS) não chegaram a um acordo em relação à renovação de contrato de prestação de serviços como treinador e este não mais seguirá no comando do time brasileiro.Divergências na forma de pensamento de trabalho e no ponto de vista administrativo levaram a CBFS a optar por não renovar o contrato do treinador, que havia assumido a Seleção em junho de 2005.A entidade já trabalha na consulta ao restante da Comissão Técnica analisando nomes para substituição apenas do treinador, já que no início de julho a Seleção Brasileira defenderá em Lisboa, Portugal, o título dos Jogos da Lusofonia, competição vencida pelo Brasil em 2006, quando ocorreu em Macau, China.
Fonte: CBFS

A Seleção Brasileira perde um dos maiores treinadores do futsal mundial. Com PC no comando a seleção resgatou a hegemonia no futsal mundial.